segunda-feira, 18 de julho de 2011

2 anos de Roach on the Wall!

Dois anos, gurizada! Pois é, nem eu nem o Guilherme achamos que um blog tão tosco quanto este aqui pudesse durar tanto tempo, mas olha só! Me lembro muito bem de julho de 2009, quando uma onda de blogs de meninas de 14 anos infestou a internet brasileira. Eram todos iguais: resumos do que elas faziam no seu dia-a-dia, como se alguém estivesse lá esperando apenas para ler e ficar a par de suas vidas comuns mas que para elas eram "diferentes". Eis que nós nos enchemos de tanta palhaçada e decidimos, como bons desocupados, finalmente por em prática nossa vontade de fazer um blog em conjunto, e o resultado é esta merda que você lê agora!

Como o tempo passa, nós evoluímos, e como a evolução humana geralmente elimina cada vez mais o tempo livre que temos, o blog anda meio parado de uns meses pra cá. Mas nós decidimos que, ao invés de lotar isso aqui com dezenas de pequenos posts sem muita importância, iremos nos focar em posts mais trabalhados, extensos e com um conteúdo interessante. Esperamos que nossos 5 leitores fiéis se mantenham fiéis com essas pequenas mudanças (:

Eu planejava aqui fazer uma análise detalhada sobre uma grande obra de arte que influenciou muito na criação do blog: o disco The Wall, do Pink Floyd. Mas, a já mencionada falta de tempo me impediu de escrever algo à altura, então fica para outra oportunidade.

Bom, como esse é só um post inaugural do novo layout do blog, vou me despedindo por aqui, mas ainda essa semana pretendo postar alguma análise qualquer aqui no blog! E um obrigado muito especial ao nosso brother Danilo por fazer um banner decente mais uma vez para o blog! o/

Abraços a todos, e que a barata se mantenha firme no muro!
Carry on!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Game Review: Wolfenstein 3D



Olá todos vocês que ainda acompanham esse blog abandonado! Por motivos de falta de tempo (e de preguiça), tenho postado muito pouco aqui desde a segunda metade de 2010. E não vou prometer voltar a postar com frequência, mas vou fazer o possível pra deixar pelo menos um ou dois posts por mês aqui.


E já que minhas férias começaram e estão um tédio, por que não fazer um review de algum game foda? Pois é exatamente o que farei, pois já fazem quase dois anos que não posto um game review aqui no Roach!


Eis então o game da vez: Wolfenstein 3D.



Pra quem não conhece, Wolfenstein 3D foi o pioneiro da categoria "First Person Shooter" (Tiro em Primeira Pessoa) nos jogos. Ainda há duvidas quanto a qual jogo foi o primeiro "FPS", mas podemos dizer que, dentro dos padrões que conhecemos hoje em dia nesse gênero, Wolfenstein 3D foi quem começou tudo.
Desenvolvido pela id Software, o jogo segue o mesmo modelo que seria visto depois no clássico Doom (que é considerado o sucessor do Wolfenstein 3D, até mesmo por ter sido lançado apenas um ano depois deste, e de ter sido desenvolvido pela mesma id Software): ande pelo cenário, passe por portas enormes, vasculhe as salas para achar chaves, munição, itens de cura e salas secretas, e, o mais importante, atire em tudo o que atirar em você.



A história se passa na Segunda Guerra Mundial. O jogador controla o agente secreto aliado William "B.J." Blazkowicz,  que foi capturado e preso no castelo Wolfenstein. Ao longo do jogo, B.J. terá que escapar do castelo para, assim, descobrir informações secretas sobre os nazistas, como experimentos bizarros que estavam sendo realizados em seres humanos. Apesar dessa história por trás do jogo, seu objetivo em cada fase é apenas matar os inimigos, encontrar as chaves das portas de cor cinza e encontrar a saída, até chegar na nona fase do capítulo, onde o objetivo é eliminar o boss final.



O jogo possui 6 capítulos, com uma variedade diferente de inimigos e um boss final diferente em cada um deles, mas o capítulo mais conhecido do jogo talvez seja o terceiro: “Die, Führer, Die!”. O motivo? 




Bom, o boss desse capítulo é ninguém menos que Adolf Hitler! Sim, além da ousadia de ter cenários lotados de suásticas, Wolfenstein 3D foi o primeiro (e talvez único) jogo que nos deu a chance de matar o Führer, e ganha muitos pontos com isso!
Originalmente, Hitler era o último boss do jogo, mas devido ao grande sucesso do game, a id Software lançou mais três capítulos, denominados “The Nocturnal Missions”, que se passam antes dos três capítulos originais (ainda não terminei esses três capítulos em questão, então não sei muito mais que o básico sobre eles).
Além do Führer, temos outros bosses, como Hans Grosse (conhecido por gritar “Guten Tag!” assim que aparece), Dr. Schabbs (um cientista louco que desenvolvia um exército de zumbis, inimigos esses que aparecem aos montes no segundo capítulo), e até a irmã de Hans, Gretel Grosse (que usa as mesmas armas e tem quase a mesma aparência que o irmão).



Talvez por limitações da época (até mesmo por ser o primeiro game do gênero), Wolfenstein 3D não tem muitas variedades de cenários, inimigos e armas, sendo essa última categoria a que mais sofre com falta de opções.
Durante o jogo, estão disponíveis uma faca (a arma mais fraca, que serve apenas pra transmitir uma falsa sensação de segurança quando as balas acabam), uma pistola, uma metralhadora e uma Chaingun (netralhadora giratória). O grande problema é que todas as armas de fogo usam a mesma munição, ou seja, se as balas da Chaingun acabarem, as outras armas também ficarão sem munição. Isso torna as coisas um pouco difíceis, visto que a munição é um pouco escassa, e só é encontrada em abundância nas salas secretas, que são difíceis de serem encontradas na primeira vez que se joga.




Tecnicamente, Wolfenstein 3D é um jogo muito simples e primitivo, com gráficos muito fracos se analisados hoje em dia, mas que consegue divertir muito a quem gosta de First Person Shooters. Mesmo com seu controle um pouco duro e limitado, e com sua dificuldade alta em algumas partes, não há como não se viciar. O único problema é a dificuldade que se tem para jogá-lo hoje em dia, visto que ele foi lançado originalmente para MS-DOS, e em computadores mais novos, só é possível fazer o game funcionar com programas que emulam games em DOS, como o DOS-Box.


Como dito antes, Wolfenstein 3D foi lançado para PC, rodando em DOS, mas depois foi convertido para inúmeras plataformas, como 3DO, Atari Jaguar,  e até mesmo Game Boy Advance e Super Nintendo. Porém, a versão do SNES foi massacrada de forma inaceitável pela censura inútil da Nintendo (que estragou vários outros jogos ao censurá-los, como Mortal Kombat). Todas as menções a nazismo, como suásticas e fotos de Hitler, foram retiradas do jogo, além do sangue ter sido 100% removido de todos os inimigos. Felizmente, a versão do GBA é uma conversão fiel à versão do PC, apresentando o mesmo jogo lançado originalmente para PC.



Quatro meses depois do lançamento de Wolfenstein 3D, a id Software lança uma continuação: Spear Of Destiny. Essa continuação ainda apresenta o herói de Wolf 3D, B.J., e pretendo falar sobre ela algum dia, assim que eu tiver a oportunidade de jogá-la. A id ainda lançaria uma outra continuação, baseada na engine do Quake III: Arena, quase 10 anos depois, entitulada Return To Castle Wolfenstein. Outro game muito bom, que também pretendo fazer um texto falando a respeito.
Depois de Wolfenstein 3D e Spear Of Destiny, a id provou que conseguiria fazer algo ainda melhor, e nos presenteou com Doom, o jogo que implantou muitas das regras que conhecemos nos FPS hoje em dia, e que se tornou um clássico imortal, gerando duas sequências, sendo Doom 3 um dos games mais revolucionários em sua época de lançamento (e sendo meu jogo preferido de todos os tempos, haha).



Se lendo este artigo você se interessou, não perca tempo! Wolfenstein 3D consegue ser um jogo incrivelmente viciante, mesmo sendo ultrapassado e beirando seu aniversário de 20 anos. Jogos como esse são a prova viva de que gráficos lindos não são sinônimo de diversão ou de um jogo melhor (ouviram, fãs de Modern Warfare 2? HAHAHAHA).


A quem se interessou pelo jogo, aí vai um gameplay:





E já que falei tanto de Doom nesse post, meu próximo Game Review será sobre ele (só não faço idéia de quando o farei). Aguardem!


Então é isso, termino aqui meu primeiro post depois de mais de oito mil anos sem postar! Eu sei que o post de hoje ficou meio vazio e sem inspiração, mas com o tempo eu melhoro isso...
E não se esqueçam, o aniversário de 2 anos do Roach está próximo!


Té mais o/

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jogos viciantes! - Project Zomboid

Olá pessoas! Após um grande intervalo de posts (e em meio a um final de semestre bem fudido na faculdade), cá estou com um novo projeto, uma nova categoria de posts no Roach on the Wall: jogos que não conseguimos parar de jogar! São horas, horas e mais horas a fio em frente à tela, entretidos com esses jogos tão criativos. Começarei com um jogo bem recente e que conheci semana passada: Project Zomboid!


Project Zomboid é um jogo de sobrevivência tática, feito em Java e com gráficos ao estilo Habbo. Ainda em fase pré-alpha (a que eu consegui é a 0.1.4a), o jogo já se mostra muito viciante. Você controla um homem comum, sobrevivendo com sua mulher ferida em meio ao ataque de incansáveis mortos-vivos, dia após dia. Há algumas direções que o jogo indica, mas não precisa se preocupar: você pode quebrar a linearidade a qualquer momento!

Cansou de ficar conversando com sua esposa num quarto chato? Simplesmente saia e tente se aventurar na cidade contaminada, completamente sozinho! Mas antes de tudo, antes mesmo do jogo começar, você é avisado de uma coisa apenas: você VAI morrer!


Ainda cheio de bugs, mas salvo disso por estar em desenvolvimento, Project Zomboid é aquele jogo que você começa a jogar, se vicia rapidamente, morre, começa de novo, depois morre de novo, e assim por diante... por horas!

Há um sistema de crafting aqui também, você pode juntar itens do seu inventório para criar ferramentas, preparar comida, curativos, e várias outras coisas.

Rolou uma grande confusão na Indiestone (desenvolvedora do jogo) durante essas últimas semanas, o que causou o jogo a ser distribuído gratuitamente com o selo de Demo. Na verdade, é a mesma versão 0.1.4c que qualquer pessoa que comprou a licença antecipada possui. A razão disso é que por se tratar de um estúdio independente, os caras simplesmente não tem grana pra dar conta de tudo e ainda ter que se importar com a pirataria, então o que eles fizeram?


Deixaram o jogo como um freeware temporário, enquanto as coisas se ajeitam, para que assim ele possa se espalhar mais rapidamente que a própria peste zumbi!
Diga-se de passagem, uma boa e oportuna jogada, assim muito mais pessoas que não gostam de piratear jogos podem conhecer o jogo.

Vocês podem ver um FAQ sobre o acontecido (todo em inglês, claro) clicando aqui e aqui há uma notícia semelhante um pouco anterior.

Enfim, aqui vai um (extenso) gameplay do jogo que achei no YouTube. Não há muito o que se dizer sobre Project Zomboid, mas uma coisa é certa: é um título que vale cada uma das inúmeras horas de diversão que proporciona!