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sábado, 3 de setembro de 2011

Os Não-Heróis de 2010

Olha só, esse blog não foi abandonado! Então eis-me aqui, em meio a trocentos trabalhos de programação para falar um pouco sobre quatro filmes lançados ano passado (um sobre os quais já falei anteriormente aqui) que são, digamos, comparados injustamente por terem um princípio básico em comum.


A linha de padrão entre essas 4 obras é bem básica: um cara simples, que se dá mal em praticamente tudo na vida, um dia percebe que as coisas não vão bem e resolve virar um herói igual os dos quadrinhos, só que sem poderes especiais nem nada. Essa é a premissa extremamente crua de cada um desses quatro filmes.

Isso é comum, histórias baseadas em uma premissa pré-determinada sempre foram comparadas como se fossem cópias umas das outras (o que em alguns casos até são), mas aqui eu notei uma injustiça maior ainda, o que levou três desses filmes a não alcançarem o merecido destaque na mídia e na boca do povo.

Pois bem, vou listá-los na ordem em que assisti, então comecemos com o meu favorito de todos e também membro do meu famoso Top Quartro de Melhores Filmes do Mundo de Todos Os Tempos Ever Da História do Ramone:

SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO!

Para as duas pessoas que não sabem, Scott Pilgrim é a adaptação cinematográfica da uma graphic novel de 6 volumes lançados de 2004 a 2010 (cujo lançamento da última edição fez o filme ter o final regravado, by the way), contando a vida de um cara folgado, gamer e baixista de uma banda que descobre a garota dos seus sonhos e deve, literalmente, lutar por ela.

Eu já escrevi mais a fundo sobre a saga neste post aqui, então vou pular para a parte que interessa: onde entra Scott Pilgrim e sua vidinha preciosa nesse quarteto? Simples: ele é um cara anti-social, só simpatiza com seus amigos, falha na vida e é pisado por seu passado, porém algo acontece e Scott precisa crescer, precisa amadurecer e ficar forte para lutar contra a gigantesca mudança que Ramona Flowers causa em seu mundinho ao aparecer.

Mesmo assim, Scott Pilgrim acaba por ser o membro mais "deslocado" desses quatro, justamente por não focar tanto na parte do herói (que fica apenas como subjetiva no filme), mas na sua evolução como pessoa. Ele não precisa de um uniforme, uma arma ou nada do tipo - ele apenas luta igual nos games!

Aliás, deixem-me fazer deste parágrafo uma grande divagação que acabei fazendo esses dias, e que preciso compartilhar (SPOILERS ENORMES NO PRÓXIMO PARÁGRAFO, NÃO LEIA SE NÃO QUISER SABER DETALHES CRUCIAIS DA HISTÓRIA TODA):

Cheguei à conclusão de que a história pode ser interpretada como uma grande fantasia dentro da mente de Scott: ele não "lutou" literalmente com cada ex maligno da Ramona, mas ele os confrontou, ele a ajudou a superar o passado, a esquecer completamente Gideon que ainda representava algo para ela, e conseguiu assim o amor da moça, que se entrega completamente a ele. Seguindo esse ponto de vista, todas as lutas e demais surrealidades na história seriam apenas uma "válvula de escape" saída da mente de um cara viciado em games da era 16bit. Todos os ex seriam fantasmas do passado de Ramona: Patel, o primeiro beijo; Lucas Lee, o cara descolado; Todd, o bonitão; Foxy, a experiência lésbica; os irmãos Katayanagi como um caso de bigamia (aliás, deixo claro que esses caras foram a coisa mais mal aproveitada no filme, mas mesmo assim geraram uma ótima cena de batalha); e finalmente, Gideon, o primeiro real amor de Ramona. Ela realmente amava Gideon, e após o término do namoro e com a mudança de Ramona para o Canadá, ela teve que o esquecer, porém não foi tão fácil assim, o que a fez se tornar a garota amarga que vemos no filme. Foi somente com a ajuda de Pilgrim que ela conseguiu redescobrir o amor e superar seu passado de mágoas! E claro, também temos a parte de Scott, que, vejamos, se caracteriza por quatro garotas marcantes em sua vida (no filme): Kim, a antiga "peguete" que ele magoou sem querer; Envy, o antigo amor de Scott, que assim como aconteceu com Ramona e Gideon, acabou e não foi esquecido por um deles, deixando-o traumatizado; Knives, a tentativa de Scott de voltar ao mundo dos relacionamentos, de começar tudo de novo pelo jeito fácil e inocente, mas mesmo assim fazendo merda por não perceber que colocou esperanças demais na garota; e finalmente, Ramona, a garota que realmente simboliza a superação de Scott por todas essas desilusões amorosas e pela qual ele arriscaria sua vida. Mas é claro, isso tudo é apenas fruto de uma mente desocupada, porém é um ponto de vista a ser considerado.

Pois bem, concluindo: Scott Pilgrim vs The World apesar de destoar dos outros três filmes com certeza merece uma grande atenção, e vocês todos sabem por quê! Até porque, ele foi injustamente menosprezado no Brasil e em grande parte do mundo por "parecer uma cópia" do nosso próximo filme, que é...

...Kick-Ass!

Apesar de ser um grande filme, foi uma das maiores decepções que tive do cinema de 2010, justamente por ser TÃO falado mas não estar à altura dos comentários na internet. Mas vejamos:

aqui temos a história de Dave, um nerd clichê que ama uma gostosa clichê mas não tem a mínima chance com ela. Eis que, em um dia fatídico na loja de quadrinhos, Dave percebe o quão erradas as coisas estão no mundo, e a partir daí surge sua ideia de se tornar um herói urbano, um cara com fantasia colante sem superpoderes mas que bota ordem no galinheiro mesmo assim!

Com o passar do filme e o desenrolar dos fatos, Kick-ass (o nome que ele deu ao seu alter-ego de fantasia) recebe uma atenção cada vez maior da mídia, o que faz despertar o mesmo senso heroico em um pai viúvo e sua pequena filha. Os dois são podres de ricos e conseguem fazer uma espécia de Batman & Batgirl modernos, com apetrechos dignos do Senhor Ueine.

A diferença entre a família Macready e Dave Lizewski é que enquanto Dave quer fazer justiça para ser um cara foda parecido com os seus ídolos dos quadrinhos, Hit Girl e Big Daddy (se não me falha a memória, os nomes são esses) estão atrás é de vingança contra o chefe do crime organizado da cidade, que foi culpado da morte da senhora Macready e saiu impune.

Fãs do filme e dos quadrinhos que o originou devem estar querendo me comer vivo agora, então eu vou dizer logo: eu não revi o filme para escrever isso, muito menos li os quadrinhos, então se errei algo, apenas comentem educadamente aí embaixo, obrigado.

Enfim, o que me decepcionou muito nesse filme aqui foi o fato de que Dave Lizewski é um Peter Parker genérico, Big Daddy é um Batman mais emotivo (até a fantasia lembra ele) e o "chefaum finau" é um típico clichê de mestre do crime organizado que late ordens de seu escritório chique. Nada de novo, nem a grande moral do filme não conseguiu me fazer gostar desse filme, porém, ta aí. E falando em moral, agora é hora de falar do segundo maior destaque do dia:

Super!

Ok, este filme provavelmente não foi e não será lançado no Brasil, por motivos que não faço a mínima ideia.

Aqui temos a história de Frank D'Arbo, um antissocial extremamente religioso e seguidor dos bons costumes que vive com a mulher, a vagabunda Sarah, uma viciada em tratamento. Eis que um dia entra um Kevin Bacon sob a alcunha de Jacques em seu caminho, e Sarah, apaixonada pelo poder que o cara tem sobre o tráfico de drogas na cidade, larga Frank para morar com o fodão.

E é aqui que o filme realmente começa, em um ponto em especial que resume todo o resto do filme: deprimido pela perda da mulher, Frank começa a ficar paranoico, ter alucinações e todo o tipo de viagem mental, até que decide comprar um gibi e percebe o quanto o mundo parece melhor nas histórias em quadrinhos. Ele vê o bem que os super-heróis fazem, e, numa tentativa de consertar o lixo que é sua vida e ainda melhorar a sociedade em que vive, ele se torna o Crimson Bolt (Raio Flamejante, numa tradução porca -q).

Armado com sua perseverança e eterna paciência, o Crimson Bolt se esconde em cantos escuros pela cidade, esperando "algo acontecer". Não demora muito para ele ganhar a atenção da mídia (claro) e se tornar um meio-termo entre herói e ameaça (claro).

Mas eis que Libby (Ellen Page, sempre uma guria legal de se ver), a atendente da loja de quadrinhos, começa a adorar o Crimson Bolt como um Deus, e ao descobrir que ele é na verdade Frank, se torna a Boltie (Raiozinha, ou coisa assim :3), e passa a "ajudá-lo", sem convite, na luta contra o mal.

Mais uma vez, temos a mesma premissa do fracassado que veste uma fantasia para se tornar algo especial, desta vez avançando um pouco para alguém na casa dos 30, ao contrário dos anteriores que mostravam inocentes juvenis. Mas o diferencial de Super é a fortíssima carga psicológica e emocional centrada em Frank, o pobre Crimson Bolt. Toda a dor de ver a mulher ir para os braços de outro não parece sumir, temos a impressão de que Frank nunca superará isso, pois como acompanhamos, Frank considerava Sarah o amor de sua vida, porém a rotina monótona do american way of life deixou a mulher em depressão, e o carinho que ela possuía por ele foi a primeira coisa a desaparecer.

O spoiler a seguir contém praticamente todo o final do filme, não leia o próxima parágrafo inteiro se não assistiu ao filme.

Ao final do filme, Frank e Libby invadem a casa de Jacques durante a visita de um "superior" da rede de narcotráfico, e é durante a invasão dos dois que temos a maior surpresa do filme todo: Boltie é morta por um tiro certeiro na cara, e aqui ficamos paralisados ao ver o close na cabeça de Libby, arrebentada pelo tiro no olho. Frank então encarna algo que seria o elo perdido entre MacGyver e Han Solo, e decide entrar com tudo e estourar a porra toda. E ele realmente consegue, com vários ferimentos, mas consegue! Então o final do filme mostra mais uma coisa que não esperávamos: Frank consegue "resgatar" Sarah das garras de Jacques, a leva para casa sã e salva e passa a ter uma vida saudável e feliz com a mulher que ama. Só que algumas semanas passam e a mesma sensação de depressão volta a assombrar Sarah, que desta vez, ciente do dano que causou no cara (e dessa vez um pouco mais agradecida após ele ter praticamente salvo a mulher de uns disparos), resolve simplesmente ir embora pacificamente, e manter uma amizade saudável com Frank ao mesmo tempo em que constrói uma nova vida, sem drogas, com um novo marido e até filhos. E aqui entra a grande sacada do filme: todo o lance de Crimson Bolt, Boltie, as mortes e tudo mais foram coisas figuradas na mente de Frank! Após perder a mulher para um chapado, ele caiu em um estado tão forte de depressão que fantasiar tudo isso foi o único jeito que ele achou de passar por toda a barra que é perder um amor. Mesmo assim, Frank encontrou forças em si para seguir em frente, buscar Sarah e colocá-la em uma reabilitação, o que desta vez realmente salvou a vida dela. Temos aqui, senhores, a mesma máxima que Sucker Punch apresentou de forma bem aberta, só que de forma mais implícita: a criação de todo um universo para suprimir uma dor insuportável em alguém muito especial.

Bom, basicamente, Super é isso, um cara legal demais que nunca recebeu um sorriso da vida mas que parece viver bem com isso. Nesse filme percebe-se a forte carga religiosa, determinante para o momento em que Frank decide se tornar o Crimson Bolt. Um dos grandes destaque de 2010 na minha opinião, mas que infelizmente passou batido pela grande massa. E aliás, isso me lembra o quarto e último filme de hoje...

...Defendor!

O que é Defendor, para começo de conversa? Para a indústria de distribuição brasileira, um filme de comédia genérico com um gordo engraçado vestido de super-herói. O que o filme realmente é? Uma grande crítica à maneira como os excepcionais são tratados na sociedade atual, e com praticamente zero de comédia no total.

Aqui temos o caso de Arthur Poppington, que narra, de um consultório psiquiátrico, a sua história como Defendor, o herói das ruas e becos escuros. Desde o princípio percebe-se que Arthur tem problemas mentais, um certo retardo, mas o principal: ele é uma criança em um corpo de adulto, nada mais, nada menos. E como tal, tudo o que ele quer é livrar o mundo do mal, que na visão dele é representado pelo maligno Capitão Indústria.

Certa noite, Defendor salva uma jovem garota de programa de ser espancada e possivelmente morta por seus amigos/fornecedores de drogas/clientes/cafetões/ou sei lá o que eram. Ele decide então deixar a garota morar com ele em sua garagem, uma daquelas típicas warehouses para aluguel tão comuns nos Estados Unidos, onde Arthur mora de favor.

Arthur então conta para Kat (que tem o mesmo nome da atriz que a interpreta, Kat Dennings, outra guria super simpática mas que infelizmente não faz tanto sucesso) o que o motivou a se tornar Defendor: sua mãe era uma viciada em drogas, e devido a uma frase de seu pai que ele entendeu errado ("Ela foi morta por eles... os capitães das indústrias..."), Arthur persegue o tal Capitão Indústria, que ele não faz ideia de quem seja. E aqui Kat, para tirar com a cara dele, diz que um certo figurão do crime da cidade (que por coincidência acaba por ser o maior chefe do narcotráfico e do comércio de prostituição de estrangeiras daquela região do país, tudo num só cara) é o tal Capitão Indústria, e então Defendor decide começar sua batalha final contra o suposto homem que matou sua mãe.

A tagline do filme pode ser usada como uma mensagem de moral já pré-definida: "Fight back!" (algo como "Lute de volta", "Não deixe por menos", ou coisa parecida), o que significa que devemos nos impor à violência, já que estamos tão acostumados a conviver com ela em todos os lugares da sociedade. Vemos violência em tudo, todo o tempo, e nada muda, nunca, e por que? Porque ninguém se opõe. Mas pra mim, essa mensagem acaba ficando secundária, e outra acaba se destacando mais ainda.

Arthur, como já disse antes é uma criança crescida, mas não amadurecida. Ele apenas sabe a diferença entre certo e errado, porém somente isto já lhe basta para ter uma vontade sem fim de mudar o mundo como o conhecemos. Aqui vemos um Woody Harrelson novamente arrebentando todo o elenco com sua atuação carismática, seus trejeitos próprios para o personagem e sua confiança total em si mesmo.

E aqui eu acabo com minhas palavras sobre estes filmes tão incríveis mas ao mesmo tempo tão equivocadamente descartados pela maioria! Claro que sempre há mais a se falar num contexto diferente, porém dentro desse aqui, creio ter atingido meu limite para o momento, haha.

Cheeryo!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Megapost #5 - 4 Surpresas e decepções de 2010

Here I am! Em novo ano, mas no mesmo lugar (péssima frase de entrada, eu sei.)! Muito tempo sem postar, muita preguiça, muita falta de assunto, coisas se acumulando... but finally, achei coisas para completar um Megapost decente para vocês! :D
A primeira e importantíssima coisa de hoje a se falar é: SCOTT PILGRIM!
Mas você deve estar se perguntando: "quem diabos é Scott Pilgrim e por quê eu deveria me importar?". Bem, Scott Pilgrim é o astro de uma série de graphic novels criadas por Bryan Lee O'malley, e publicadas de 2004 a 2010 pela ONI Press. E você deveria se importar porque elas são realmente FODAS!


A história gira em torno de Scott Pilgrim, um jovem canadense de 23 anos que, ao começo da história, está namorando uma estudante chinesa de 17 chamada Knives Chau. Scott tem uma banda, a Sex Bob-omb, e apesar de eles acharem que são horríveis, na verdade eles são fodásticos! Scott também vive em um quarto minúsculo com seu colega de quarto Wallace Wells, com quem também divide a única cama que possuem. Porém, a vida de Scott Pilgrim vira de cabeça para baixo quando ele começa a sonhar com uma misteriosa garota de patins e cabelo rosa. Um dia na biblioteca com Knives, Scott vê a tal garota e descobre que ela é real, americana e seu nome é Ramona Flowers. Após conseguir informações sobre ela, Scott a leva para sair e os dois começam a namorar. Porém, Scott ainda não terminou com Knives. Além disso, ele descobre que 7 ex-namorados de Ramona formaram a "Liga dos Ex Malignos", e Scott terá que enfrentar e derrotar todos se quiser realmente ficar com Ramona. Será ele capaz de derrotar todos em nome do amor que sente por Ramona? Ou ele desistirá de tudo e tentará voltar com sua vida normal? O que acontecerá a Knives? Bom, é disso que tratarei a seguir!

É muito difícil falar de algo que você gosta muito, principalmente quando essa coisa faz parte da sua vida há pouco tempo. Assim é falar de Scott Pilgrim para mim: eu me identifico um pouco com cada personagem, vejo tantas qualidades e tão poucos defeitos, sinto vontade de estar lá, no lugar de Scott, e ah, tantas outras emoções. Scott é um cara tão comum e ao mesmo tempo tão diferente, tão foda e ao mesmo tempo tão idiota, e tão fraco e ao mesmo tempo tão forte. É um tipo de personagem que, na minha humilde opinião, merecia mais destaque. Claro, desde o início é jogado na nossa cara, de forma totalmente sem vergonha que Scott é, de fato, o herói da história, e isso é um clichè-breaker muito legal de se ver. O normal em produções, seja livros, filmes ou games, é que a história deixe um certo suspense: "será que o herói vai conseguir ser o herói mesmo?", mas mesmo com essa pergunta, tudo aponta diretamente para o fato de que sim, tudo vai acabar muito bem. Aqui, claro, tem tudo isso, mas os rumos que a história toma, de tão incomuns, de tão ilógicos e de tão incríveis, conseguem REALMENTE nos fazer perguntar: "será que Scott é realmente o herói e vai se dar bem no final?".


Mas eis que em 2010, antes mesmo da graphic novel ter seu último exemplar lançado, um intrépido diretor chamado EDGAR WRIGHT (SIM! O mesmo gênio por trás de Spaced, Shaun of the Dead e Hot Fuzz, mas desta vez sem a companhia de seus amigos de longa data Simon Pegg e Nick Frost) resolve trazer Scott Pilgrim para o cinema! Com um orçamento enorme e um elenco não realmente famoso, mas com certeza competente, SCOTT PILGRIM VS THE WORLD (título que originalmente era da edição #2) chegou às telas mundiais em agosto de 2010. Porém, sofrendo uma rasteira impiedosa, o filme fracassa nas bilheterias e é alvo certeiro de críticos pomposos.

Algumas grandes mudanças puderam ser vistas na adaptação, mas não vou citá-las aqui para evitar spoilers. Em suma, pode-se dizer que a história foi resumida a um básico, sem a aprofundação em coadjuvantes que a graphic novel possui. MAS, claro, isso não quer dizer que o filme seja ruim, muito pelo contrário: Scott Pilgrim vs The World é uma verdadeira aula sobre como adaptar uma HQ para o cinema, mudar o que for preciso e mesmo assim se manter fiel e com o mesmo clima da história original. Sobre as atuações, não há nada o que reclamar: Michael Cera FINALMENTE fez um papel diferente do típico nerd calado e tímido de seus outros filmes e com certeza se superou como Scott; Mary Elizabeth Winstead, que eu só conhecia da merda que alguns ousam chamar de filme Premonição 3, aqui encarna uma Ramona não tão simpática quanto a original, mas com certeza tão linda, sexy e carismática quanto; Kieran Culkin, o irmão mais novo do Macaulay, é outro enorme destaque vivendo o colega de quarto de Scott, Wallace. Kieran pode não ter muito a ver fisicamente com o Wallace original, mas com certeza soube transmitir todo o humor negro que o personagem condiz; além desses 3, há muitos outros personagens, mas para não me prolongar mais, vou deixar que vocês vejam por si mesmos!

Enfim, isso é apenas o básico que consigo falar por agora sobre a preciosa vidinha de Scott Pilgrim. Como eu disse, é difícil falar de algo que você gosta tanto e conhece há tão pouco tempo, mas acho que isso aqui foi um bom começo.

Bom, a esta altura do texto eu resolvi continuar apenas fazendo um pequeno resumo de cada boa supresa e cada decepção que tive no cinema em 2010. Antes de mais nada, acho que a parte aí de cima prova que Scott Pilgrim foi a melhor surpresa do ano, rere, então vamos lá:

The Runaways: o filme que conta a história da banda finalmente saiu, estrelando Kristen Stewart como Joan Jett e sua amiga Dakota Fanning como Cherie Currie, respectivamente, guitarrista base e vocalista da banda. O filme com certeza foi uma das melhores coisas no cinema do ano, conduz a história muito bem, porém tem alguns defeitos sobressalentes, como por exemplo, o fato de o filme ser mais centrado nas duas integrantes supracitadas do que na banda em si. Na verdade, não é nem mostrada uma cena em que a baixista e guitarrista solo integram a banda (e mesmo assim, elas praticamente não falam nada no resto do filme mesmo). Também vale lembrar que o gênero do filme é drama, então não espere um Detroit Rock City da vida, pois o que parece estar em foco aqui é realmente o drama de Cherie em ver sua vida mudar completamente pela fama. Mas no mais, o filme vale muito a pena, só recomendo que ignorem o habitual subtítulo brasileiro (GAROTAS DO ROCK), e assistam tranquilos.


Outra GRANDE boa surpresa de 2010 foi Inception, filme dirigido por Christopher Nolan e estrelando Leonardo DiCaprio (em um papel praticamente igual ao que fez em Shutter Island neste mesmo ano, mas ignoremos este fato, por enquanto). O filme é literalmente um viagem no subconsciente humano, mostrando experiências e ações realizadas dentro dos sonhos. A trama complexa, as boas atuações, o nível de envolvimento que o filme transmite, tudo funciona perfeitamente. Os efeitos especiais também fazem o seu papel muito bem. No mais, um filme que deve ser visto e revisto, com muitos detalhes que podem passar batidos na primeira vez que se assiste.



Agora falemos de coisas que não me agradaram em 2010, e a primeira é, infelizmente: Machete! Lançado originalmente como um trailer fake na megaprodução Grindhouse (formada pelos filmes Planeta Terror e À Prova de Morte, que, CLARO, foram lançados separadamente no Brasil, sendo que o segundo levou 3 anos para chegar aqui) feito por Robert Rodriguez, um dos idealizadores do projeto juntamente com seu miguxo Quentin Tarantino. Pois bem, o trailer falava de Machete, um ex-policial mexicano que teve a família morta diante de seus olhos por um bandido malvadão, e que após isso, foi dado como morto e passou a viver ilegalmente nos Estados Unidos. Um dia, porém, um cara misterioso o contrata para assassinar um influente político. Mas porém no entanto contudo, Machete é traído por seu próprio chefe, e passa a ser perseguido. Agora, é a hora da vingança! Bom, uma única frase resume este filme: o trailer é melhor! E por quê? Simplesmente porque grande parte das boas cenas do filme estão nele, e pouquíssima coisa foi adicionada no filme. É muito bom sim ver Danny Trejo em um papel principal (após 94857438957895789534579 papéis secundários como algum capanga fortão meio mexicano), e o negócio todo da trama envolvendo ilegais mexicanos até que funciona, mas o filme não passa disso. Não há muito mais ação do que no trailer, é como você ver um anúncio de uma pizza de quatro queijos que diz "recheio surpresa" mas quando você compra e come, o recheio é só mais um pouquinho de queijo.

Bom, basicamente é isso. Estes foram os 4 filmes que mereceram mais destaque, em minha opinião, para aparecer no post, e mesmo assim, já ficou extenso demais. Aliás, gostaria de corrigir: na parte 1 do Megapost #4 (mais precisamente, este aqui) eu cometi uma falha catastrófica: citei a música "In My Life", do disco American IV de Johnny Cash, como sendo uma obra dele, quando na verdade trata-se de uma regravação. A original foi gravada pelos Beatles, então, peço que me perdoem por isso >:
No mais, era só isso, e que tenhamos um bom 2011 :D

Cheeryo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Megapost #3 - O futuro de Supernatural, Stan Lee, nerds pobres e pais desbocados

Bom, hoje eu tenho muito a falar, então estejam prontos para um grande post. Mesmo assim, não tenho certeza se escreverei tudo o que pretendo, então whatever. Comecemos pelo final da quinta temporada de Supernatural. EDIT: Obviamente, se você não viu ainda ou se não quer saber disso, pule para a parte com a imagem dos tipos de geeks. E aliás, um cara acabou de me ligar por engano, às 6:54 da manhã, de Minas Gerais, e ficou puxando papo ._. perguntou inclusive sobre como estava o clima aqui e disse que lá só chove em outubro.


Primeiro a introdução, que já é uma marca carimbada da série: um som de trovão mostra a frase THE ROAD SO FAR, e então começam os clássicos versos Carry on my wayward son, there'll be peace when you are done; lay your weary head to rest... don't you cry no more! E depois das batidas TUM TUM, TUM TUM, PÁ!, começa a verdadeira retrospectiva de tudo o que aconteceu na última temporada, num ritmo que se iguala ao da música, mostrando que o editor realmente sabe o que faz, e o faz com o coração. Então somos lembrados de todos os principais fatos ocorridos durante essa season: Dean é o escolhido como receptáculo para Miguel; Sam é o receptáculo de Lúcifer; o Trickster, que desde a segunda temporada acreditávamos ser um semideus celta conhecido como Loki, é na verdade o anjo Gabriel; Adam, o filho bastardo de John Winchester, também pode servir como receptáculo para Miguel, e após ser ressuscitado, desaparece; Dean e Sam descobrem, por meio de Gabriel, que para abrir a 'jaula' onde Lúcifer estava preso, eles precisam de anéis usados pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse; Sam tem um plano de aceitar Lúcifer, e assim que isso acontecer, abrir a 'jaula' e se atirar lá dentro; e por fim, o Cavaleiro da Morte faz um trato com Dean, concedendo seu anel (o último que faltava) em troca de que ele aceite e apoie a ideia de Sam. Então a intro termina com Bobby dizendo: Do que você exatamente tem medo? Perder... ou perder seu irmão? e então a frase inicial se repete, e acaba a intro. Simplesmente fodástica.


Depois, vamos sendo apresentados, por meio de Chuck, o profeta de Deus, à 'história de vida' do Impala, desde a sua fabricação, passando por suas inúmeras vendas e revendas, até chegar nas mãos de John Winchester. Claro, essa apresentação vai sendo contada durante o episódio todo, e desde o princípio, sabemos que 'ela' (Impala) irá ter um papel fundamental no destino do mundo.

Bom, pouco depois, o plano dos garotos vai sendo realizado: eles encontram o esconderijo de Satan, Sam bebe sangue literalmente aos galões, e os dois vão ao encontro com a Besta, tendo os anéis dos Cavaleiros prontos para o uso. Porém, não ocorre como o planejado, pois Sam acaba por não ser forte o suficiente para segurar sua sanidade com Lúcifer dentro de si, e este foge, levando os anéis. Dean sai do prédio onde estavam completamente arrasado. Até mesmo Castiel, que como vimos está menos anjo e mais humano a cada episódio, está completamente sem esperanças e até sugere um porre (wth).

Porém, Dean lembra-se de Chuck, o profeta do Senhor, e o liga. Este diz a Dean para ir a um certo cemitério perto de Lawrence (ironia do destino? imagina). Chegando lá (ao som de Rock of Ages, do Def Leppard \,,/), Dean tenta conversar com Lúcifer/Sam, mas é inútil. Cas e Bobby aparecem, e temos uma das falas rápidas mais fodásticas de Castiel: munido de um coquetel molotov feito com fogo sagrado, ele mira em Miguel (que está no corpo de Adam, realmente) e para chamar sua atenção, grita HEY, ASS-BUTT!!!


Após Miguel sumir, Lucifer fica puto, transforma Castiel em molho de tomate 3D e quebra o pescoço de Bobby. Mesmo assim, Dean tenta falar com Sammy, mas é inútil, Lucifer já dominou completamente o corpo. Então, Dean começa a apanhar, impiedosamente, do anjo caído. Ele continua dizendo It's ok Sammy, I'm here, I'm here... I'm not gonna leave you!, até que, de repente, um flash de luz bate no olho de Sam/Lúcifer, chamando sua atenção para um objeto dentro do carro. É um pequeno soldadinho, daqueles verdes clássicos, preso dentro do cinzeiro do carro.

Então começa o mais emocionante flashback que já vi em toda minha vida: desde cenas da infância (descritas anteriormente por Chuck), com Sam enfiando aquele soldadinho lá e Dean lotando as ventilações do painel de tijolinhos Lego. A cena é indescritivelmente emocionante, vemos cenas desde o início da série até o presente momento, cada vez acelerando-se mais e mais, até que cortam-se a passagem de cenas e o som de ventania com a cena do abraço de Dean e Sam, quando Sam voltou dos mortos em All Hell Breaks Loose part II.


E eis que Sam consegue tomar as rédeas de seu próprio corpo! E isso é FODA! Mesmo tentando todos os tipos de rituais, deixando Sam forte com o sangue de demônio e tudo mais, Lúcifer dominou seu corpo por completo. Mas, o que ele não sabia, é que a força do companheirismo e do amor entre os dois irmãos é mais forte do que o próprio Diabo. Sei que podem haver Wincesters de plantão vendo isto, mas fodam-se vocês, amor e companheirismo entre os Winchesters é o que há :*

Pois bem, Sam abre o portal para o Inferno, mas Adam/Miguel aparece para impedí-lo. Sam está para se atirar no buraco, quando Miguel o agarra pela jaqueta... só para Sam puxá-lo pelo braço e levá-lo junto! Pois é, em slowmotion e com uma música melódica (mas nem por isso inapropriada), Sam e Adam caem no Abismo. Um estouro de luz o faz fechar, então o foco volta para Dean, que com a cara toda fodida por causa da surra que levou, apenas fecha os olhos.


Após isso, Castiel ressuscita do nada, novamente, recupera Dean de seus ferimentos e ressuscita Bobby. Eis um ponto que não entendi (ainda): por que ele ressuscitou Bobby? Segundo o que vimos na quarta temporada, anjos só podem ressuscitar pessoas que sejam de extrema importância para o destino do mundo, e somente mediante ordens de seus superiores... Bom, talvez isso nunca seja explicado, ou talvez seja apenas um furo na história.

Anyway, Chuck continua contando o resto da história: Dean, como havia prometido a Sam, não tentou trazê-lo de volta, e foi morar com Lisa. Após isso, temos uma das mais polêmicas e discutidas cenas do episódio: após terminar de contar a história, Chuck aparece com um terno branco (igual ao que Sam/Lúcifer usa no final de 5x04 The End) e desaparece. Agora o maior rumor de todos: Chuck é Deus? Ao que tudo indica, sim... mas bem, não discutirei isso agora.

Depois disso, aparece uma cena em que Dean está jantando com sua nova família. A câmera se dirige para fora da casa e o foco fica em uma lâmpada de um poste, que apaga sozinha. Então percebemos que há alguém parado ao lado do poste: Sam Winchester! E a quinta temporada termina com ele olhando fixamente para a casa.


Bom, agora começa a parte ruim: saíram algumas notícias essa semana aí, e eu fiquei realmente PUTO quando soube delas (por meio dos amigos Reuel e Danilo). A primeira:

Aparentemente, Misha Collins só tem contrato para mais 2 episódios. Ou seja, Castiel vai ser banido do seriado. O QUE?? Sim, o anjo mais foda que já pisou na Terra vai ser deixado de lado somente por causa de uma porra de um contrato que não foi renovado!

Caralho, o que há com esses caras? Seriously, isso parece algo que Supernatural nunca pareceu: uma série comercial! Parece estarem querendo poupar gastos com cachês para investir em outra coisa, e isso é RIDÍCULO!

E sim, eu sei que há a chance de o próprio Misha ter escolhido sair do seriado, mas... acho isso pouco provável. Ele não me parece o tipo de pessoa que abandonaria os fãs desse jeito, até pelo Twitter dele me pareceu uma pessoa legal.

Outra notícia é o fim de Eric Kripke como escritor, diretor e produtor da série.

Ahn?
Cuma??

Pois é, pessoal. Kripke, o todo-fodeloso criador de Supernatural, a partir da próxima temporada irá apenas "supervisionar a produção". Nem eu acredito direito, tá certo. Mas, é esperar e ver pra crer.


Mais uma notícia que vazou seria a sinopse da sexta temporada, que teria sido dita pelos caras da CW. Ei-la:

"Sexta temporada será uma temporada de mistério e sombras. Céu e inferno ficaram em completa desordem desde os apocalípticos eventos da quinta temporada. E agora, monstros, anjos e demônios andam livre por uma terra caótica e sem leis. E Dean Winchester que se aposentou da caça e jurou nunca voltar se vê puxado de volta para essa antiga vida por ninguém menos que Sam Winchester, que escapou do inferno. Os dois se unem novamente para combater a maré sem fim de criaturas e demônios. Mas eles rapidamente percebem que nenhum deles é quem costumavam ser, seu relacionamento não é mais como costumava ser e nada mais é como costumava ser."

Tensa, não? Pois é, sei (e espero) que seja fake, Sam não pode ter saído tão fácil do Inferno, e com certeza aquele olhar no final de Swan Song não era o dele.


Enquanto eu escrevia esses últimos parágrafos, li algumas notícias no SupernaturalIsLife e também uma entrevista que o Jensen Ackles concedeu a uma revista brasileira. Pois bem, vi que todas essas histórias ali em cima são verdades, MAS o Castiel não foi despachado, o que aconteceu é que o Misha e o Jim Beaver comentaram em uma Convention em Londres que ambos têm contrato para os dois primeiros episódios. Então, HOORAY \o/

Também li que Jensen dirigirá um episódio da próxima temporada, e creio que isso seja, no mínimo, curioso. E na tal entrevista ele também mencionou que projetou Supernatural como sendo uma série de 5 temporadas, nada a mais disso. Isso explica seu exílio anunciado para a sexta temporada. Nos resta somente esperar!

Bom, chega de Supernatural por agora, vamos mudar de assunto...

Sobre o que eu ia falar mesmo?

Ah sim, dia do Orgulho Nerd!


Pessoal, hoje, dia 25 de maio, é comemorado o Dia do Orgulho Nerd. Originalmente conhecido como Dia dell Orgullo Frikki (que seria o Dia do Orgulho GEEK, palavra que o brasileiro não conhece e parece não querer se acostumar), e originou-se da data de estreia do primeiro Star Wars, em 1977. Comemorado desde 2006, ele também marca direitos e deveres de todo nerd, que são os seguintes:

DIREITOS DE TODOS OS NERDS:

1 - O direito de ser nerd
2 - O direito de não ter que sair de casa
3 - O direito a não ter um par e a ser virgem
4 - O direito de não gostar de futebol ou qualquer outro esporte
5 - O direito de se associar com outros nerds
6 - O direito de ter poucos (ou nenhum) amigos
7 - O direito de ter tantos amigos nerds que quiser
8 - O direito de não ter que estar "na moda"
9 - O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de visão
10 - O direito de expressar sua nerdice
11 - O direito de dominar o mundo

DEVERES DE TODOS OS NERDS:

1 - Ser nerd, não importa o quê
2 - Tentar ser mais nerd do que qualquer um
3 - Se há uma discussão sobre um assunto nerd, poder dar sua opinião
4 - Guardar todo e qualquer objeto nerd que tiver
5 - Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice"
6 - Não ser um nerd generalizado. Você deve se especializar em algo
7 - Assistir qualquer filme nerd na noite de estreia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo
8 - Esperar na fila em toda noite de estreia. Se puder ir fantasiado, ou com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda
9 - Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice
10 - Tentar dominar o mundo

Bom, mesmo conhecendo esses princípios somente agora, posso dizer com certeza e convicção que sigo-os fielmente desde pequeno!

...ou pelo menos eu acho.

E falando nisso, uma coisa me preocupa desde que fiz um perfil no Twitter (pois é, me rendi):
Stan Lee.


Sério, o cara é um gênio incontestável, mas creio que muitos de seus fãs não consigam captar suas mensagens 'ocultas' em seus tweets. Me refiro a coisas do tipo:

"‘Tennn-SHUN, my brave Brigadiers! As we muster our forces, let us be certain that we know ‘gainst whom we fight, and why!

Our foes are many and deeply entrenched. They are those who prey on the young, the poor, the weak, the helpless

But see how the evil predators scurry fearfully into their slimy lairs, for they dare not face the righteous wrath of the POW! Brigade!"

Traduzindo, um por um:

"Atennn-ÇÃO, meus bravos Soldados! Enquanto aumentamos nossas forças, tenhamos certeza de que sabemos contra quem lutamos, e por quê!

Nossos inimigos são muitos e estão pesadamente entrincheirados! Eles são aqueles que caçam os jovens, os pobres, os fracos, os indefesos.

Mas vejam como os malignos predadores rastejam amendrontados para seus nojentos lares, pois eles não se atrevem a encarar a justa ira do POW! Brigada!"

...pois é!

Também pensei, a princípio, que o Grande Homem estava indo para o lado Senil da força! Mas eis que encontro um tweet (que não sei por quê não consigo encontrar agora) dizendo algo como "Vocês pensam que todas essas mensagens são para divertí-los? Pois saibam que apenas aqueles que se mantém sólidos em minhas palavras é que realmente sabem do que estou falando!" e então saquei qual é a dele.

Como todos sabem, o mercado dos quadrinhos de hoje em dia está em queda. Não há mais aquela vontade juvenil de ler, muito menos quadrinhos. Todos pensam que se trata somente de coisa de crianças, de retardados, de nerds virgens, estrábicos e espinhentos. Bom, sem essa massa gigante para consumir seu produto, Mr. Lee vive apenas de suas poupanças e economias, além de cachês para eventuais participações em Cons, dublagens de games, filmes, etc. Então creio que todas essas frases sejam testes, para saber quem, de todos os que seguem seus tweets, realmente o segue.

Eu me considero um seguidor! Não tenho grana, sou um pé rapado do caralho, tenho pouquíssimas HQs, mas curto muito o trabalho dele e seria uma das maiores realizações de toda a minha vida se eu pudesse conhecê-lo!

Falando em pobreza, e falando em dia dos geeks, acabo de reverlar-lhes uma de minhas principais características: eu sou um nerd pobre.

COMAÇIM, WANESSA??//?


Pois é, sabe esses caras de 20 e tantos, 30 anos, que tem prateleiras, estantes, e até vitrines cheias de produtos dos mais variados tipos, mas na sua maioria action figures, dvds, livros, games e consoles?
Eu não sou um desses. Mas vontade é o que não falta. Francamente, meu plano de vida está totalmente ao oposto de me casar, constituir família, filhos e o pacote todo; o que me deixaria realizado (essa palavra define completamente o que direi a seguir, mesmo que eu não tenha certeza de estar usando-a corretamente) seria ter um apartamento só meu (TER, não pagar aluguel), com um PC configurado com as minhas exigências, todos os consoles que eu tenho em mente (não são todos os da geração atual, pra adiantar), todos os filmes, livros e games em edições especiais e raríssimas, e todas essas coisas clichês de um geek de filmes de comédia ter.

Sou poser? Talvez.

Mas esse blog é meu e minha palavra é suprema aqui!

Falando em palavra suprema, hoje mais cedo (agora é 04:08 da madrugada, será que me expressei certo?) encontrei uma notícia no site da CBS sobre uma nova série, algo como $#*! My Dad Says, que fala sobre um cara que mora com um pai reclamão e boca-suja. Legal, tá, mas acontece que isso foi baseado em um PERFIL NO TWITTER!!

QUE CÊ DISSE, MANOLO???

Aham! Um certo tempo atrás, um escritor chamado Justin teve a ideia de criar uma conta no Twitter para registrar todas as merdas que seu velho pai fala. Só pra constar, o perfil fez o maior sucesso nos states, e já gerou um livro com o mesmo nome (Shit My Dad Says, com certeza um título muito chamativo)! Quem quiser conferir, clique aqui, e creio que não preciso dizer que tudo é postado em inglês.
A seguir vocês podem ver um vídeo de uma entrevista com William Shatner (SIM! ELE vai ser o pai, que na série será chamado de Ed!) sobre a futura série, que estreia no outono americano (quando for primavera, espertinhos):





Bom, eu tinha muito mais coisas pra postar (e ainda tenho, caramba!), mas quero terminar logo esse post, colocar umas figurinhas nele e ir dormir. Então espero que tenham gostado, apesar do tamanho meio absurdo (se é que alguém vai ler tudo.. u_u)

Este post é dedicado a todos os amigos que conheci nos fórums da vida até hoje. Os que eu conhecer daqui em diante, que esperem outro post.

Excelsior!