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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cinema Expresso #2

Olá pessoal! Voltei hoje com essa seção do blog, espero que tenham gostado pois pretendo repeti-la sempre que possível. Vou tentar manter essa seção reservada a filmes mais recentes, de no máximo 2 anos antes do ano de postagem, pra tentar deixar meio atualizado. Enfim, vamos aos filmes da vez!

Um Fantástico Medo de Tudo
(A Fantastic Fear of Everything, Crispian Mills & Chris Hopewell, 2012)

Um dos escritores mais cagões da história enfrenta traumas de infância e demais fobias em uma noite bizarra, na árdua tarefa de tentar ficar pronto para uma entrevista. Em uma atuação brilhante, Simon Pegg mais uma vez rouba o filme para si, provando que é um dos maiores atores-revelação do século XXI. Cada vez que algo assustador está à espreita, nos sentimos na pele do personagem, pois Pegg consegue realmente nos fazer sentir como ele, aterrorizado pelo mínimo barulho em seu apartamento, criando paranoias absurdas e se sentindo cada vez mais insano à medida que a noite passa. Muito recomendado para fãs do ator e de comédias britânicas em geral. Nota: 4/5.

Looper (Rian Johnson, 2012)

Em um futuro não muito distante, a viagem no tempo foi descoberta, fazendo com que a máfia tenha que descobrir novos modos de encobrir seus crimes. O mais criativo que encontraram foi o de enviar os desafetos 30 anos para o passado, contratar loopers, novos tipos de capangas que assinam um contrato vitalício com as famiglias e são pagos em barras de prata (que não valem tanto quanto as de ouro, que valem mais do que dinheiro) e ordenar esses loopers a matar os indivíduos e sumir com seus corpos. O problema do contrato dos loopers, é que em 30 anos eles fecham o loop e também são enviados para o passado, para serem mortos por eles mesmos. Confuso? Pois é, isso é apenas o começo da sinopse do filme! Partindo com uma grande premissa de viagem no tempo, paradoxos e demais temas wibbly-wobbly, Looper começa como um filme de ação com ficção científica fantástico, mas aos poucos vai despencando e saindo completamente fora do tema inicial, apelando a clichês típicos e previsíveis. Uma pena mesmo esse filme desandar tanto da metade para o final, pois a ideia de viagem no tempo anda meio esquecida no cinema ultimamente, um fato um tanto estranho tendo em vista a cultura atual e as tecnologias disponíveis na área. Nota: 2/5.

V/H/S (muitos diretores, 2012)

Lembram da moda de filmes com câmera na mão, tremendo o tempo todo, tentando causar certo suspense mas que só funcionou em um ou dois casos? Pois bem, aqui temos uma coletânea de "contos", por assim dizer, todos apresentados desta forma e em forma de fitas VHS, com todas aquelas falhas gráficas, tela com algum canto tremendo, sujeira na fita, etc. A proposta é bastante interessante, ainda que um pouco datada (fitas em 2012) e por vezes sem sentido, como o fato das imagens das fitas estarem em altíssima definição, e também o conto em que a câmera é uma daquelas "câmeras-espiã" escondida no óculos de um personagem. Tirando esses detalhes técnicos, temos em mãos 6 ótimas histórias de terror, talvez nem todas tão originais (na verdade, em pelo menos uma é provável que o espectador durma), mas juntas agregando muito e mostrando histórias originais pra caramba em uma época de remakes, reboots e demais reaproveitamentos de franquias antigas. Pelo menos um dos contos realmente conseguiu me deixar com medo, coisa que nenhuma produção "assustadora" do gênero atual sequer tentou, e quase todos me deixaram com um grande sentimento de "QUE PORRA FOI ESSA QUE EU ASSISTI!?" ao final. Enfim, uma ótima coletânea de curtas para assistir sem compromisso e talvez até se surpreender. Nota: 4/5.

A Morte do Demônio (Evil Dead, Fede Alvarez, 2013)

Bom, esse aqui dispensa apresentações, obviamente. Refilmagem pretensiosíssima de um dos maiores clássicos do horror (e o meu favorito, como alguns conhecidos devem saber), essa nova visão da história é concebida pelo desconhecido Fede Alvarez, escolhido a dedo pelos próprios Sam Raimi e Bruce Campbell. Desnecessário dizer, o filme traz para os dias de hoje o mesmo horror e violência do original, aliados a novas técnicas de efeitos práticos e muito, mas MUITO sangue. Confesso que estava com muito medo do que este filme viesse trazer, mas saí do cinema com um sorriso gigante e a sensação de que o terror afinal pode não estar totalmente perdido. Um detalhe que vale a pena ser ressaltado: os produtores garantem não ter utilizado nenhum efeito digital em cena alguma do filme, e eu realmente não consegui reparar nenhuma CGI nas duas vezes que o assisti. Enfim, uma aula sobre como homenagear um clássico absoluto, sem querer tomar o seu lugar, mas seguindo o legado e tratando-o como merece. Nota: 5/5.

As Aventuras de Pi (Life of Pi, Ang Lee, 2012)

Um garoto fica sozinho com um tigre em um barco após seu navio naufragar, e ah sim, o tigre é digital, assim como praticamente tudo no filme, menos o garoto e o barco (ué). E o filme não é nada além disso. Arrastado demais e excendo muito o tempo de filme, Life of Pi entra para o hall dos filmes que só existem para introduzir alguma nova tecnologia ou simplesmente fazer um showoff das técnicas do pessoal dos efeitos digitais (pessoal esse que ficou sem emprego mesmo com o filme ganhando vários Oscar). Um filme que não acrescenta nada, não diverte, faz você pensar por 5 minutos após o término e depois você já esquece que assistiu. Talvez sirva caso não tenha mais nada para assistir, mas até nesse ponto chega a desapontar um pouco. Nota: 2/5.

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, Shane Black, 2013)

Tony Stark ainda está psicologicamente afetado pelos eventos de Os Vingadores, mas isso não impede que novas ameaças atinjam os EUA e, especialmente, sua casa e as pessoas ao seu redor. Confesso, eu gostei do primeiro Homem de Ferro quando saiu, não assisti o segundo filme, e achei o personagem um saco em Os Vingadores, mas de alguma forma ele parece menos insuportável aqui neste terceiro capítulo. Alguns pontos da história ficaram muito fracos e forçados, mas no geral o filme cumpre o propósito de divertir, é um bom filme de herói, e só. Ah, não se iluda pelos pôsteres, praticamente todos são mentirosos. Não tenho muito o que falar sobre esse filme não, sei lá, achei o melhor da saga do Homem de Ferro até agora, mas não me surpreende em nada, foi exatamente o que eu esperava. Nota: 4/5.

Mama (Andres Muschietti, 2013)

Um pai desesperado leva as duas filhas pequenas para uma cabana no meio de uma floresta, e antes que possa fazer qualquer coisa, é morto por alguma coisa nas trevas. Anos passam e o tio das meninas (Nikolaj Coster-Waldau, aqui sendo menos incestuoso) acaba as encontrando e decide criá-las junto com sua namorada puck rocker. Acontece que o que quer que seja que matou o pai das meninas gostou delas, e as adotou como suas filhas, inclusive incapacitando seu tio e deixando a árdua tarefa de desvendar o mistério e libertar as garotas para a namorada inexperiente. Baseado em um curto feito pelos mesmos realizadores do longa, Mama até que começa bem, com ótima fotografia e lances bem originais, mas com o tempo vai ficando tão sem graça que dá pena. Nosso querido Jamie Lannister é despachado para um hospital e esquecido cedo demais na história, e não tem chance de mostrar seu talento na telona. A moça é totalmente estereotipada, uma típica "menina do rock and roll" que não sabe lidar com a vida. O mistério sobre "o que diabos é a Mama" também não é nada demais, e até que combina com os terríveis efeitos digitais que dão "vida" a ela. Provavelmente as cenas de melhor suspense são as que apenas sugerem a presença dela, em contraste com o ridículo das cenas em que ela está visível na tela. Um filme que prometia bastante, mas infelizmente morreu na praia e não vai ser lembrado por muito tempo. Nota: 3/5.

O Massacre da Serra Elétrica [3D]: A Lenda Continua
(Texas Chainsaw [3D], John Luessenhop, 2013)

Pensem em um filme clássico, pensem em algo cru e simples mas que na época de seu lançamento causou horror e tornou-se famoso por ter sido banido em diversos países, um filme cujo simples nome costumava causar impacto e deixar pessoas imaginando os terrores que poderiam haver nesse filme. Agora, espere passar quase 40 anos, adicione um caminhão de estrume, coloque uns adesivos bonitos nesse caminhão, e despeje todo o estrume em cima desse filme. Isso é o mais próximo que eu posso chegar de descrever como é esse Texas Chainsaw, um filme tão ruim, ultrajante, ofensivo à inteligência do espectador e à memória do original que chega a doer. Pois bem (essa resenha vai ser um pouco maior, não tem como resumir isso), a proposta inical era: descartar TODOS os filmes feitos após o primeiro Texas Chain Saw Massacre de 1974 e fazer uma sequência direta, contando inclusive com participações especiais de atores do clássico em pontas, e tendo na produção o diretor Tobe Hooper. Tinha como dar errado? Não sei como, mas deu, e muito! Tudo o que há aqui é um filme fácil, um terrorzinho teen que consegue ser do mesmo nível, senão PIOR do que o fracassado Texas Chainsaw Massacre: The Next Generation, de 1994. NADA funciona aqui, nada faz sentido, é tudo simplesmente jogado de qualquer jeito, há tantos buracos na trama que eu nem vou me dar ao trabalho de explicar, tudo o que vou resumir pra vocês é: a família Sawyer foi multiplicada em 5 minutos após os acontecimentos do filme original, todos foram alvejados por rednecks furiosos, e agora uma garota herda uma mansão que supostamente pertenceu a alguém daquela família, e no porão dessa mansão reside Leatherface. Pra começar, façam as contas: o Leatherface do original, um filme de 1974, não poderia ter menos do que seus 35 anos. Neste novo filme, fica claro que a ambientação é em 2013, ou seja, 39 anos mais tarde. Logo, Leatherface deveria ser um senhor senil, provavelmente magro pela falta de alimentação adequada, e já deve ter passado dos 70 há algum tempo. Mas NÃO! Aqui temos um Leatherface ainda mais alto, forte e ágil do que há 39 anos atrás, que inclusive costura suas máscaras de couro na própria face, e conta com um arsenal de motosserras gigantes!!! É sério, minha gente, não há maneira possível neste planeta de um ser racional levar este filme a sério, uma produção porca e sensacionalista ao extremo, que só serve para sujar a imagem do original muito mais que as continuações e remakes fizeram; aliás, esse filme faz o remake e sua prequel parecerem obras de arte do horror! Vou parar por aqui antes que eu tenha um colapso, e deixo o aviso mais claro: mantenham-se LONGE deste filme! Se querem um filme de real terror, busquem O Massacre da Serra Elétrica original, de 1974, e não se atrevam a encarar essa diarréia cinematográfica. Nota: 0/5.

Enfim, após uns calmantes e um bom café, despeço-me mais uma vez! Concordam ou discordam dessas análises? Comentem abaixo, façam parecer que alguém lê esse blog, e quem sabe em breve eu volte com essa seção! See ya!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cinema Expresso #1

Olá pessoal! Enquanto ainda preparo o segundo post sobre Doctor Who, vou inaugurar esta seção dedicada para postar algumas impressões que tive sobre filmes que assisti recentemente, sejam eles de sucesso ou não. Eu não vou postar a sinopse oficial de cada filme, a fim de deixar tudo mais resumido e de rápida leitura, apenas prometo não entregar spoilers. Pra não me alongar e manter tudo num passo rápido, vamos lá!

Prometheus (Ridley Scott, 2012)

Anunciado como um filme paralelo à franquia Alien iniciada pelo mesmo diretor em 1979 e dando origem a um dos mais infames trocadilhos da última década ("PROMETHEUS E NÃO CUMPRIUS"), Prometheus aborda ficção científica e existencialismo em uma época futura, com uma pequena dose de horror. A referência à franquia Alien se dá ao final do filme, portanto não irei entregar. Creio que o principal motivo deste filme ter sido tão mal recebido (principalmente na internet) foi que a grande maioria esperava ver não referências, mas um novo filme da franquia Alien, o que não é. Prometheus consegue se manter firme do começo ao fim, com ótimo elenco (destaque para a linda Noomi Rapace e para Michael Fassbender) e uma trama a princípio confusa, mas que vai sendo elucidada aos poucos. Alguns momentos tendem a ser tediosos e algumas vezes dá para notar que o filme poderia ter ido mais longe, porém como há hipótese de se tornar uma franquia, vamos aguardar. Nota: 4/5.

Hitchcock (Sacha Gervasi, 2012)

Neste quase biográfico filme sobre a criação, desenvolvimento e estreia do clássico Psicose, de 1960, acompanhamos tudo o que se passava na vida do mestre Alfred Hitchcock, interpretado brilhantemente por Anthony Hopkins, sob pesada maquiagem. O elenco também conta com Helen Mirren, Scarlett Johansson, Kurtwood Smith e Jessica Biel. Confesso que nunca realmente parei para apreciar a obra de Hitchcock, porém o filme motiva e muito pessoas como eu a se interessar mais e procurar conhecer os filmes de mais sucesso dele, o que certamente farei. O filme possui as doses exatas de drama e humor negro, atendo-se a mostrar detalhes da vida de Hitchcock e inclusive contando com participações do maníaco Ed Gein. Nota: 4/5.

Django Livre (Django Unchained, Quentin Tarantino, 2012)

Tarantino volta ainda mais ao passado depois de passar pelos anos 70 em À Prova de Morte e pela Segunda Guerra em Bastardos Inglórios. Porém, aqui, creio que ele confundiu-se: o que eu vi foi um ótimo filme sobre vingança, violência e crueldade, porém foram poucos os momentos "Tarantinescos" do filme. Antes eu costumava considerar Jackie Brown o filme menos característico de sua filmografia, mas Django Livre infelizmente tomou este posto. O filme é muito bom, isso é inegável, mas não possui quase nada do estilo marcado do diretor, parecendo, inclusive, um filme feito por algum fã dele. Nota: 3/5.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, Peter Jackson, 2012)

Como foi bom estar de volta à Terra-Média! Ao contrário do que muitos me disseram antes que eu pudesse assistir, O Hobbit não é um filme infantil, apenas possui aspectos que não são tão adultos ou desenvolvidos com tanta maturidade quanto outras obras atuais, afinal é um filme de aventura e fantasia. Claro, o filme por vezes alonga-se demais, já que é apenas um livro sendo adaptado em três filmes de 3 horas cada, mas vou confiar em Peter Jackson mais uma vez, já que ele fez um trabalho perfeito em O Senhor dos Anéis. Nota: 5/5.

Terror em Silent Hill 2 - Revelação (Silent Hill: Revelation 3D, Michael J. Bassett, 2012)

Confesso que eu estava com uma grande expectativa para ver esta produção, segunda na série de adaptações cinematográficas de uma das maiores sagas de horror dos video-games. O tombo foi enorme: não só a continuação é inferior à anterior como falha miseravelmente em todos os aspectos. A história que não prende a atenção, a atuação pífia de Adelaide Clemens como Heather Mason ofuscando o talento desperdiçado de Sean Bean e Malcolm McDowell (que convenhamos, de uns anos pra cá tem jogado a carreira na privada), até os efeitos digitais, que não costumo considerar como ponto de avaliação, são inferiores ao primeiro filme, que foi lançado há quase sete anos. Extremamente decepcionante e com um clímax que não dura nem 5 minutos, Silent Hill 2 não precisava ter sido realizado, ficando no mesmo nível da franquia Resident Evil de Paul Anderson. Nota: 1/5.

007 - Operação Skyfall (Skyfall, Sam Mendes, 2012)

Comemorando o 50º aniversário do espião mais conhecido de todos os tempos, temos Skyfall, um brilhante filme que remete à época de Sean Connery no papel. Atuações impecáveis de Judi Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes e claro, o atual James Bond Daniel Craig. Não há muito o que se falar sem soltar um spoiler desavisado, apenas digo que mesmo não conhecendo muito da saga de Bond eu fiquei completamente louco ao final do filme. Destaque para a música-tema do filme cantada por Adele, indicada ao Oscar desse ano. Nota: 5/5.

Silent Night (Steven C. Miller, 2012)

Remake de uma produção B de 1984 que deu origem a uma saga bastante irregular (Silent Night, Bloody Night, que no Brasil teve um título diferente para cada filme da franquia), esse aqui não consegue ter nada de bom além da violência gráfica. Não possui nem uma ligação com o original, além do fato de o assassino utilizar uma fantasia de Papai Noel - e as semelhanças param por aí. Pra variar, temos Malcolm McDowell aqui também, porém atuando de forma muito mais irônica e sarcástica, como que debochando da própria carreira decadente. A única cena à parte das mortes realmente interessante é uma pequena menção à famosa cena do "Garbage day" do segundo filme da franquia antiga, que virou um viral bastante conhecido no YouTube. Por fim, dispensável. Nota: 2/5

Enfim, esses foram os filmes escolhidos para a primeira edição desta nova seção do blog. Vejo vocês no próximo post!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Megapost #2 - Nemo, coolers malpresos e outras idiotices

Hail! Primeiro, desculpem por tamanha demora na postagem do episódio desta semana D:

[EDIT] Links de download removidos.


Esse episódio ta foda demais gurizada, não postei imagens pq não encontrei nenhuma, mas acreditem, um dos melhores da série, IMHO!  Dean e Sam são mortos por dois caçadores e vão para o Paraíso! Isso mesmo, eles vão pro céu mesmo! Só que o céu em Supernatural é feito das lembranças boas que as pessoas tiveram em vida, e por isso eles devem tentar contatar Castiel e um outro anjo para poderem descobrir a saída de lá. Além disso, eles contarão com a ajuda de dois velhos amigos que ja morreram. Segue um vídeo LOTADO de spoilers que encontrei por ae, sinceramente acho estes 33 segundos ULTRA HIGH SUPER MOTHERFUCKING INFINITE² AWESOME!!!





Mudando de assunto...

Galera, mencionei no post da páscoa sobre um loser que havia copiado meu perfil, não é? Pois bem, aqui vou contar-lhes toda a história desde o princípio...

Era uma vez um menino chamado Victor, ele tinha 10 anos de idade e mesmo assim comentava em fotos de amigos nerds mais velhos e utilizava o nick "mc victor original" no orkut. Tudo ia às mil maravilhas, até o dia em que 4 cavaleiros do apocalipse conhecidos como GUILHERME YOUNG, MATT MIELDAZIS, GUSTAVO MCKINNON e RAMONE WINCHESTER decidiram trollar o pobre menino. Ao vasculhar seu álbum, Matt encontra a seguinte foto:


Que com uma certa ajudinha se transformou nisto:


Pois bem, após meses de encheção de saco, eis que um dia o pequeno Nemo decide copiar o Quem Sou Eu do perfil de Ramone! (que na verdade, já era uma cópia alterada de um texto encontrado no Google!) Pois bem, em pleno meio-dia de Páscoa, Ramone tomou as medidas cabíveis:


Assim, uma hora e meia depois...

Após várias crises de riso à la Yagami Raito por parte dos 4 juvenis, eis que, na terça-feira, aparece Nemo com um novo perfil! Vejam a chocante e inesperada ação tomada por Ramone ao ver tal coisa:


 Pois é... MAS, a malévola equipe do Orkut foi cavala com Ramone, e pediu seu registro de identidade e inúmeras outras frescuras para poder confirmar a denúncia! Consumido pela raiva que seu pc havia provocado nele antes (mais detalhes abaixo), Ramone desistiu e deixou Victor feliz, sonhando com seu, segundo ele, promissor futuro como guitarrista e cineasta. Tchê end, por enquanto......


Bom, quanto ao assunto dos coolers, vamos desde o início:
Há alguns dias, meu pc começou a fazer, às vezes, um som realmente estranho e que eu nunca havia ouvido antes. Nesta segunda à tarde, resolvi abrí-lo para limpar o cooler, pois estava muito empoeirado. Pois bem, após retirar os 5,8kg de pó do dito cujo, eis que as malditas travas me enganam novamente sem eu perceber. Ao ligar o pc, tudo fica lerdo demais, e de uma hora pra outra, simplesmente desliga. Eu religo o pc, ele desliga na primeira tela. Great. "Agora minha fonte se foi =D" foi a primeira coisa que pensei. Então, retirei a fonte, limpei, reajustei todos os cabos corretamente, e percebi que o cabo que alimentava o botão de ligar do pc estava fora do plug. WONDERFUL!!!
Consertei o erro, religuei o pc e adivinhem?! O ERRO PERSISTIU. A essa altura, entreguei os pontos e me atirei na cama. Acordei duas horas depois, fui fazer um rango e meus pais conviveram comigo durante algumas horas com a seguinte expressão de mistura de alegria, sono e esperança estampada no rosto:


Após jantar, mas já sem esperança nenhuma, decido ligar novamente o pc. Durante o boot, ocorre-me de consultar o Everest, e ao abrir o tal, deparo-me com o seguinte:


Bom, após constatar isso, me acalmei MUITO, pois tive certeza que não era problema na fonte nem nos cabos. Abri o pc de novo, fiquei meia hora ajeita aquela porra de cooler até fica IMÓVEL e 100% preso, e após isso:


E aqui estou vivo novamente ^^ Mas não sei por quanto tempo, devido aos remendos porcos que dei em alguns fios da fonte... :\

Enfim, voltemos nossas atenções ao Metallica, que é, na opinião deste humilde escriba, a melhor banda de thrash metal de todos os tempos \o/ (sim, acho melhor que Megadeth e que Pantera SIM)
Pois bem, é de conhecimento de todos que o Metallica passou pelo Brasil no final de janeiro, mas o que quase nenhum dos meus 6 leitores sabe é que eu fui ao show de Porto Alegre *0*
Não postei nada sobre o show na época pois minha cabeça mal tinha aceitado o fato ainda, e até hoje parece realmente que a ficha não caiu xD e também não sinto mais vontade de falar sobre ele pois não há muito a ser dito, o show foi simplesmente fodástico, com certeza o maior e melhor que já vi na vida até hoje.
Mas o motivo que me fez relembrar esse fato foi que uma alma caridosa chamada Talles Santana Borges comprou todo o áudio do show direto do site do Metallica e postou pra galera baixar *____________*
Valeu cara, de verdade!
Não consigo parar de ouvir çaporra, a qualidade do áudio tá perfeita e as músicas estão melhores ainda *-*

Sem mais delongas, eis o link para download do show, via Megaupload: (cliquem na imagem para acessar)


Caso queiram ver fotos profissionais do show, vejam aqui e aqui.

E o que mais mesmo?.... AH SIM, algo que venho tentando lembrar de postar desde o início do blog xD
Certa vez encontrei vídeos sobre um garotinho tocando AC/DC e MUENDO, pois bem, esse garoto chama-se Spencer Grabinski e realmente é FODA na guitarra. O primeiro vídeo que encontrei dele acaba por ser seu mais conhecido, e é este aqui:


Deu pra ver o talento do guri, né? Pois é, recentemente, o canadense-prodígio foi contratado pela Sony BMG para promover o box AC/DC BackTracks, que conta com uma infinidade de items de colecionador! Abaixo um vídeo de uma das apresentações de promoção do box, ao vivo, em Toronto.



Bom, acho que para finalizar, gostaria de mostrar a vocês dois curtas que o Rafa, dono da comu Filme tem q ser de arrepiar!, fez. O primeiro, apesar de não ter realmente um desenvolvimento maior na história ficou excelente por ser um curta caseiro com ajuda de amigos e parentes. O segundo é recente e mais bem produzido, e realmente Rafa, tu ta de parabéns ^^
Eis os dois vídeos:



Bom pessoal, por hoje é isso mesmo, acho que finalmente consegui um segundo Megapost xD
Eu dedico esse post ao nosso amigo Reuel Lima, que me odeia por ter ido ao Metallica DSUAEHUHEUAHEAUHAUEUEUAUEEAU

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Entrevista - MonsterGuillermo

Hail Hail! Hoje vim com algo especial pra vocês, cambada: uma entrevista exclusiva ao nosso blog! E o nosso primeiro interrogatório é para ele, V, o homem por trás das máscara de MonsterGuillermo! Caso não conheçam ele, aqui vai um de seus trailers, disponíveis em seu canal no YouTube:


Foda, né? Agora vejam o terror que ele causou a uma palestra à qual compareceu:


Falem a verdade, o cara é ou não é MUITO FODA? Visto isso, percebi que havia nele um jovem talento a ser explorado, e rapidamente propus a entrevista. então, sem mais delongas, vamos à dita-cuja:


Roach on the Wall - Primeiramente, olá, obrigado por aceitar nossa proposta de entrevista ^^ Diga, tu mora onde e faz o quê da vida?
MonsterGuillermo - Que nada, pra mim é uma honra dar uma entrevista intitulada “Entrevista Monster Guillermo Trashmaker Yeeeeeeeeeaaaaaaahhhhhhh.” Quando vi que se chamaria assim, pensei: “aí está algo verdadeiramente horrorshow”. Moro em Porto Alegre. Sou escritor, publicitário e trashmaker. Tenho um estúdio de criação de histórias chamado “Estúdio V de Coisas Fantásticas”. É uma empresa dirigida por um cara chamado V, que na verdade também sou eu. O Monster Guillermo é uma das minhas facetas. É uma coisa tipo Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o Médico e o Monstro, saca? Quando comecei a criar e filmar certas coisas, percebi que eu precisava assumir uma outra personalidade pra poder romper alguns limites. Então criei o Monster Guillermo e meio que virei ele também. Eu sempre acabo assumindo um pouco dos personagens que crio. É importante pra definir o perfil psicológico deles. A não ser quando o personagem é uma garota, como a Charlote (da série “Rango e Charlote” - http://rangoecharlote.com/ ). Aí eu chamo garotas.


RW - Como surgiu essa paixão pelo trash?
MG - Na real sempre fui um amante da arte trash. Eu e meu irmão mais velho. Quando éramos pequenos – eu não tinha nem 10 anos naquela época - as locadoras de vídeo locavam vídeos piratas. Não tinham capa nem nada. A gente escolhia num fichário, pelo nome. E foi assim que começamos a locar filmes como “O Retorno dos Mortos Vivos, “A Casa do Espanto”, “Creepshow” e por aí vai. Volta e meia a gente pegava umas coisas verdadeiramente ruins, como um tal de Hobgoblins, que eram tipo uns Gremlins só que mil vezes mais toscos, feitos com uns bonecos mega-precários que mal se mexiam, mas isso fazia parte da trash-education. O escritor gaúcho Luiz Antônio de Assis Brasil, que foi o cara que me disciplinou e me treinou como escritor, me disse uma vez: “o escritor precisa ler o bom e o ruim.” Com filmes funciona do mesmo jeito. Tu tem que ver o lixo também. O lixo sempre pode ser reciclado pra virar algo melhor. Por falar em nomes de filmes, “Furadeira em Fúria – A Formação do Novo Psicopata Digital” - http://www.youtube.com/watch?v=mvxIRHoj9Vk , nome que dei à minha primeira YouTube Trash Production, é tipo uma homenagem a isso. O filme começa pelo nome. Tem que ser uma porrada. E se o filme é trash, o nome tem que ser trash.
Bem, esses foram os primórdios da minha formação trash-style. Mas só quando assisti à obra-prima “Fome Animal” (Braindead), do Peter Jackson, uns anos atrás, é que vi aquela luz pairando sobre mim e algo dizendo: “tu serás um trashmaker” (hahaaaa!!).


RW - Tu conta com o apoio de algum familiar ou amigo na produção dos curtas, ou faz tudo por conta?
MG - O início do meu processo de criação é sempre muito individual. Sempre começo escrevendo. Eu preciso estar satisfeito com o texto antes de filmar. Preciso sentir que tenho algo interessante no texto. E só quando consigo visualizar a coisa na minha cabeça é que tô pronto pra filmar. Se não visualizo, não filmo, porque sei que vai ficar uma merda. Depois, na fase da produção, depende do que eu quero. “Rango e Charlote”, minha fotonovela Almodovar-das-Antigas-Trash-Style, tinha vários personagens, então chamei uns amigos pra atuar, botei umas perucas coloridas neles, tomamos uns uísques com energéticos e entramos madrugadas adentro produzindo. Eles me ajudavam muito, dando idéias e tal. E a Eliane, a garota que faz a Charlote, se revelou uma baita atriz e realmente encarnou a personagem delirante que eu tinha escrito.
Mas no caso do “Furadeira em Fúria”, por exemplo, eu simplifiquei tanto o processo na produção do trailer que cheguei ao ponto de ser ao mesmo tempo câmera e ator. Eu ajeitava a câmera no tripé, ligava e ia pra frente atuar. Quando precisava de movimento, chamava a Carolina (minha mulher) pra operar a câmera, dava umas rápidas instruções e filmava. É tosco, mas se tu sabe o que tu quer, funciona.
Agora, na fase da pós-produção, nos projetos que exigem bom acabamento, eu sempre chamo ajuda. Pra sonorizar, por exemplo. A qualidade do sound design é essencial e eu não sei fazer, então tenho ótimos parceiros pra isso. Quem faz o áudio e a pós-produção das minhas trash-productions é a Radioativa, uma produtora super legal aqui de Porto Alegre. É lá que fazemos as vozes, as trilhas sonoras etc. Os caras são foda, e a gente se diverte horrores no estúdio. Foi com eles que eu descobri outro trash-talent: o de dublador. Gosto muito de dublar meus personagens.


RW - Como tu descreve o cinema trash de hoje em dia?
MG - Acho que o futuro do trash é promissor. O trash só tem espaço a ganhar neste mercado fragmentado, onde as pessoas selecionam o que querem ver e exigem conteúdo gratuito. Isto é, o mercado comandado pelas mídias sociais. Também acredito muito em formatos mais curtos, tipo filmes pra YouTube, web-trash-series, por aí. O futuro do cinema trash passa por aí. Temos que nos adaptar a isso e criar novas referências. Também acho que as redes sociais permitem uma criação mais colaborativa do filme. Um exemplo: quando postei “O Plugue – Furadeira em Fúria” no Orkut, uma galera apareceu dando idéias sensacionais pra continuação da história. Fizeram isso em forma de scraps e de comentários no YouTube. São idéias que eu uso direto na construção das minhas histórias e isso muda todo o processo de criação e produção. Quer dizer, coloca o próprio público dentro do processo. Me orgulho de ter uma audiência super criativa na internet que pode me ajudar a criar e, quem sabe, até produzir as histórias. Por isso, acabo de criar a comunidade “The Trashmaker” no Orkut. Pra começar a experimentar esse tipo de criação colaborativa. Convido todos a me adicionarem lá - http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15388623431148379181
 - e a entrarem nessa comunidade pra colaborar com os trash-projects.


RW - Faça uma lista com os teus 10 filmes favoritos e uma com os 10 que achou mais ruins.
MG - Top 10: Fome Animal. Laranja Mecânica. Blade Runner. Pulp Fiction. O Exorcista. Um Lobisomem Americano em Londres. Táxi Driver. O Retorno dos Mortos Vivos. Carrie, A Estranha. A Bruxa de Blair. Um Drink no Inferno... Putz, já passei dos 10. Deixa o resto pra próxima.

Top Lixo: cara, são tantos que vou dar as 10 categorias de piores filmes:
- Animações-com-bichos-metidos-a-engraçadinhos-que-dançam-ao-som-de-músicas-da-modinha;
- Filmes-brasileiros-que-tenham-as-palavras-sexo-amor-ou-traição-no-título;
- Filmes-de-diretores-estrangeiros-que-não-sabem-porra-nenhuma-do-Brasil-mas-insistem-em-filmar-aqui-por-pura-falta-do-que-fazer;
- Filmes-americanos-de-super-heróis-com-novos-galãs-ou-a-gostosa-do-momento;
- Filmes-metidos-a-engajados-com-uma-necessidade-obscena-de-mostrar-a-pobreza-of-the-world;
- Filmes-ganhadores-de-oscar-que-na-verdade-são-o-repeteco-mal-feito-de-outros-filmes-ganhadores-de-oscar;
- Continuações-de-filmes-geniais-que-fizeram-sucesso-e-daí-resolvem-fazer-qualquer-merda-pra-ganhar-uma-grana;
- Filmes-de-comédia-que-parodiam-filmes-de-terror;
- Continuações-constrangedoras-que-tentam-apresentar-franquias-antigas-para-a-nova-geração-misturando-atores-consagrados-e-o-astro-adolescente-e-sem-graça-do-momento;
- Filmes-de-ação-com-tantos-efeitos-especiais-que-a-gente-nem-consegue-entender-direito-que-porra-tá-acontecendo-na-tela.


RW - Música, curte o quê?
MG - Meu primeiro grande ídolo, sem sombra de dúvida, foi o Michael Jackson. Ouve esta: eu era um guri quando lançaram o videoclipe de Thriller na TV. Lançaram no Fantástico. Cara, eu fiquei simplesmente assombrado e fascinado por aquilo! Era um verdadeiro filme de terror trash! Tu sabia que o diretor daquele clipe é o mesmo do clássico “Um Lobisomem Americano em Londres”? Não é à toa que eu curto o trash. Aliás, esqueci de dizer isso na segunda pergunta. Tudo começou com o Michael Jackson. Assim que vi aquele clipe, pedi o disco Thriller de aniversário. Posso dizer que nunca gostei tanto de um som em toda a minha vida. Depois, ainda criança, gostei muito de Ramones e curti os sons dos anos 80 como Depeche Mode, New Order, The Cure etc. Na adolescência viciei em Guns N’ Roses e Iron Maiden e Beethoven (!!!). Com 18 anos descobri os Doors e a partir daí várias outras coisas dos anos 60, os Beatles, a fase híper-trash do David Bowie etc Mais recentemente andei curtindo os novos indies, tipo White Stripes e Franz Ferdinand. Brasileiros gosto muito da Cachorro Grande, que eu vi surgindo aqui em Porto Alegre nuns shows pequenos e sensacionais. Mas preciso repetir: em termos de música, foi aquela bizarrice do Michael Jackson, e particularmente o Thriller, com aquela criatividade absurda, aquele faro para o trash, foi isso a coisa que mais influenciou o início da minha formação como trashmaker.


RW - O que acha das modinhas pelas quais se passa o cenário cultural jovem hoje em dia? (Música, cinema, televisão, etc)
MG - O problema pra mim são as imitações: um filme que tenta ir na carona do outro, uma banda que imita o estilo da outra sem acrescentar nada etc. E infelizmente a maioria é isso aí. Tem muita gente despreparada na mão de produtores que só querem seguir uma tendência e ganhar uma grana. A notícia boa é a seguinte: esses aí tendem a sumir, tendem a ser substituídos. Os bons conseguem se reciclar e se manter.
Mas tem muita coisa dessa modinha que eu gosto, tipo esse “Crepúsculo”, por exemplo. Acho que tem uma personalidade própria. Outro exemplo: depois que o Evanescence estourou lá fora, logo a Pitty apareceu por aqui. Mas a Pitty tem o que mostrar e o que dizer, então se mantém firme, crescendo e se renovando. Independente de gostarmos ou não, ela traz algo novo, porque ela inventou a si própria, ela inventou a sua própria modinha. O problema é quando a modinha inventa o artista. Aí a coisa fica feia. Tipo quando inventam que a modinha é boys band: aí surgem um milhão de boys band, uma mais ridícula que a outra. Quer dizer, o problema não é o conceito em si, mas a imitação, o desgaste do conceito.
Então, respondendo à tua pergunta, a maioria é lixo e sempre será. Porque o mercado funciona assim. Quando surge algo novo, muito mercado se abre. Inclusive pra imitação, pro ruim. Como tu pode perceber, meu conceito de ruim é a cópia. Mas esse não é um problema só da cultura jovem. É geral. Então o negocio é dar uma boa peneirada porque sempre aparece coisa boa no meio.


RW - Recentemente, foi divulgado que a "banda" NX Zero abrirá os shows do Metallica no Brasil (Porto Alegre dia 28/01 [ao qual eu talvez vá \o/] e São Paulo dia 30/01). O que tu tem a dizer sobre isso? (nota: essa notícia foi confirmada como sendo falsa pelo próprio vocalista do NX Emo em entrevista à MTV alguns dias antes da postagem desta entrevista no blog, então, NÃO CHIEM Ò_Ó)
MG - Acho ok. Claro que o som do NX Zero tá a bilhões de anos-luz do Metallica, mas o próprio Metallica tá a bilhões de anos-luz do que o Metallica foi um dia. E não tô falando necessariamente em qualidade, tô falando em momento. A época é outra. O Metallica um dia significou algo que ele não significa mais. Fechar os olhos pra isso é senil. Então qual o problema de apresentar um ícone de uma geração pra uma outra geração? Não tem problema nenhum. Pelo contrário, é uma coisa legal. E é bom pra própria história do Metallica, que assim é passada adiante ao invés de simplesmente se apagar como uma tatuagem de caveira num braço velho.


RW - Alguma meta distante ou sonho pessoal que queira comentar? Fale um pouco sobre teus projetos pro futuro, sobre o teu site, e sobre o que mais estiver planejando.
MG - Meu sonho sempre foi trabalhar criando coisas legais. Comecei escrevendo livros e dando palestras, trabalhei no mercado da propaganda aqui no Brasil e com mídias digitais na Europa. Agora, finalmente me senti pronto pra abrir o meu “Estúdio V de Coisas Fantásticas”, a empresa que administro pelo site. Então acho que posso dizer que já tô realizando o meu maior sonho. Agora acho que a meta é trazer mais pessoas pra dentro do projeto, pessoas criativas, que gostem de colaborar, de dar idéias, de participar, que estejam a fim de criar coisas legais pela internet. Por isso repito meu convite: quem estiver a fim de entrar nessa, entra lá na comunidade “The Trashmaker” no Orkut, que vamos criar coisas really trash.


RW - Muitas pessoas dizem que um bom ator é aquele que se coloca no lugar do personagem. O que é ser um bom ator pra ti?
MG - O bom ator inventa uma nova pessoa. Ele faz existir um ser que antes não existia. E pra fazer isso, ele precisa encontrar essa pessoa dentro dele. O bom ator não finge que é uma outra pessoa. Ele se torna uma outra pessoa, o que é beeem diferente. E o esquisito nisso tudo é que, depois de descobrir essa nova pessoa, o ator sofre uma transformação. E é uma transformação pra sempre. Não dá pra voltar atrás. Não que ele vá sair por aí matando gente, por exemplo, mas ele vê algo dentro dele que, antes, era como se não estivesse lá. Mas estava sim. E acho que o bom ator é aquele que tem treinamento e carga emocional e intelectual e loucura saudável suficientes pra criar diferentes pessoas.
Eu não sou um bom ator e nem tento ser. Não tenho treinamento nem foco pra isso. Mas acho que, justamente por isso, muitas vezes acabo conseguindo um bom resultado. Porque tô pouco me fudendo pra minha “qualidade dramática”. Só tento fazer o personagem ficar legal. O problema do ator é quando ele se preocupa demais tentando parecer um grande ator. Olha, resumindo: acho que sou um excelente ator pra filmes trash!


RW - Não podia deixar de perguntar kkk, conhece a produtora The Asylum? Se sim, o que pensa dela?
MG - Não conheço mas já senti que deveria conhecer e tô indo agora mesmo pra internet solucionar esse problema.


RW - Além de Guitar Hero, que outros games tu curte?
MG - Qualquer game onde habitem o sangue e a ultra-violência.


RW - Pra ti, qual a importância das lesmas no desenvolvimento da tecnologia de locomoção espacial e nos estudos das mesmas na escola de pilotos da NASA?
MG - Total importância, principalmente pra indústria automotiva. Considerando que os cientistas tão se inspirando nas lesmas pra criar robôs espaciais aquáticos e que a Terra será inundado pelo derretimento de geleiras, chego à óbvia conclusão de que logo estaremos dirigindo carros-lesmas.


RW - Qual a tua relação com palhaços e qual teu sentimento para com os mesmos?
MG - Palhaços têm a voz esquisita e a habilidade de provocar sentimentos ancestrais de horror e medo. É daí que vem aquele famoso clichê dos filmes de terror: a “cena-da-canção-de-ninar-com-palhacinho-horrendo-no-quarto-da-criança”.


RW - Para finalizar, deixo este espaço para tu passar um pouco da tua filosofia de vida, como costuma lidar com algum problema, ou se quiser, fale qualquer merda que vier à mente ^^
Um grande abraço, e até mais o/
MG - Minha filosofia de vida é: escolha algo que você realmente ama fazer e comece a fazer essa porra agora!
Meu recado pra quem tá lendo esta trash interview é o seguinte: se tu curte criar coisas mas não sabe que merda fazer com isso, presta atenção: eu quero ouvir a tua idéia! Entra lá na comunidade The Trashmaker, mas tem que receber o convite. E pra receber o convite, tem que ter dado alguma prova de trasheira. Será tipo uma escola da Trasheira para um grupo de realmente quer criar coisas trashs. E vai misturar um monte de gente legal, de idades e cérebros diferentes. Vai ser tipo um laboratório de criação colaborativa. Vamos botar na mesa os trash-talents de cada um, fazer brainstorms, discutir as idéias, escrever insanidades, criar canais no YouTube, botar a mão na massa pretty-good, fazer terrorismo digital e lutar contra a cafonice of the world yeaaaaaahhhhhhhh!!!!


E é isso pessoal, agradeço mais uma vez ao V por ter aceitado a entrevista e a todos que leram ^^
E não esqueçam de acessar o site dele!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Maldita Fenda Assassina!

OLÁ VOCÊS!! Faz um tempinho que não posto nada aqui, então vim fazer algo básico - propaganda!
Há algum tempo, faço parte de um grupo de rockeiros ignoradores dos bons costumes que se auto-denomina HellTrash Corp.se. Inicialmente, a ideia era de que éramos uma produtora de filmes trash caseiros, mas como esse costume foi se perdendo ao longo do tempo, atualmente somos apenas um grupo de filhos da puta que não seguem o caminho das vacas ^^ (pocotó, pocotó, pocotó...)
Enfim, apresento-lhes aqui o primeiro de nossos curtas upados no YouTube: A Maldita Fenda Assassina!
Feito num improviso com a câmera de uma amiga (caso essa amiga esteja lendo isso, favor pagar R$10,00 que revelarei seu nome ^^), esse micro-curta conta uma simples história de um celular que se perdeu no abismo da sociedade sorveterista.
Aqui vocês podem conferir uma pequena página num site que encontrei no Google, em que nossa modesta produção aparece \o/
Sem mais delongas, eis o vídeo: